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Era uma vez na Índia um rapaz chamado Jadav, que adorava árvores. As árvores forneciam sombra, comida e abrigo para muitas pessoas.

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Mas, de cada vez que havia uma estação de chuvas, as águas do rio inundavam mais terras e as árvores iam desaparecendo.
A preciosa ilha do menino estava a encolher de dia para dia, porque a força do rio ia criando cada vez mais bancos de areia.

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Jadav via animais presos nessas areias, animais cujos abrigos tinham desaparecido. E tinha medo de que, se os animais morressem por falta de árvores, o mesmo fosse acontecer às pessoas.

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Partilhou os seus receios com as pessoas da aldeia e os anciãos explicaram-lhe que a única maneira de ajudar os animais era criar novos abrigos para eles. Em seguida, ofereceram-lhe vinte rebentos de bambu.
Sozinho, Jadav percorreu o rio cheio de lama numa canoa, pensando no quanto gostaria de cobrir toda aquela terra com árvores...

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Quando chegou ao seu destino, atracou a canoa num grande banco de areia.
Ali, a terra era demasiado árida para os animais e as margens eram demasiado arenosas para árvores de muitas folhas. Mas o rapaz tinha esperança de que os bambus se dessem bem naquele terreno.

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Começou a plantar os rebentos. Um... dois... três.

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Todos os dias, Jadav regava os rebentos com um balde, enquanto o suor lhe escorria da testa.
E, embora tivesse inventado um sistema de rega, continuava a ter de carregar baldes pesados, que lhe cansavam os braços e lhe causavam dores nas costas.
Mas o rapaz nunca desistia de cuidar das plantas e, com o tempo, a plantação de bambus foi crescendo, crescendo, até se transformar num bosquezinho bem forte.

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Jadav sentia-se orgulhoso do seu trabalho, mas receava que não fosse suficiente para travar o rio e fornecer abrigo para os animais. Se quisesse ver mais plantas a crescer, teria de criar um terreno mais fértil para elas.

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Cheio de entusiasmo, transportou estrume de vaca, minhocas, térmitas e formigas vermelhas zangadas, que o picaram enquanto as levava para a sua nova casa.
Trouxe também sementes de aldeias vizinhas, percorrendo trilhos e mato na sua bicicleta em direção ao rio.

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Não havia um só dia em que não plantasse.

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À medida que o tempo foi passando, o rapaz foi crescendo e a floresta também. Dez hectares… vinte hectares... quarenta hectares.
Os animais regressaram ao fim de muitos anos: búfalos, rinocerontes, serpentes, gibões, aves migratórias e elefantes. Aquela floresta criada por um homem fervilhava de vida e diversidade.

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Mas nem todos estavam contentes e o medo invadiu as aldeias quando os tigres chegaram.

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Então, Jadav plantou mais capim para atrair pequenos animais que os tigres poderiam comer, e que os manteriam longe das aldeias. Os elefantes começaram, também, a aproximar-se das povoações para comer as colheitas.
Então, o homem plantou mais árvores de fruto para ajudar a alimentar os elefantes famintos.
Algumas pessoas foram colher madeira para construir casas, mas Jadav estava atento e voltou a plantar árvores.
Outras foram caçar animais para poderem vender os seus chifres e peles, mas ele estava lá para os proteger.
Poucas pessoas pensavam que a floresta fosse durar muitos anos, mas o homem acreditava na força dela.

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Hoje em dia, vive na Índia um homem que plantou uma floresta. Vive numa grande ilha, rodeado de animais e de árvores tão altas como edifícios.
A floresta chama-se Molai, em honra de Jadav Molai Payeng, um homem que nunca deixou de plantar, podar e proteger.

Sophia Gholz
The boy who grew a forest
Sleeping Bear Press, 2019
(Tradução e adaptação)

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Os comentários estão fechados para esta entrada de blog

Comentário de Lia Menezes em 1 maio 2021 às 11:39
Bem interessante
Comentário de Margarida Maria Madruga em 30 abril 2021 às 20:50

Um iluminado em sabedoria e força de vontade.

Comentário de Conceição Valadares em 30 abril 2021 às 19:57

Lindooooo Adul! Grata pela maravilhosa partilha.

Comentário de Ana Cruz Nobre em 25 abril 2021 às 13:40

HISTÓRIA MUITO BONITA ! GRATA ADUL!

UM ABRAÇO! UM ÓTIMO DOMINGO!

Comentário de Evanilde Rocha em 25 abril 2021 às 3:05
Uma gratificante leitura para todos refletir e seguir o exemplo...
Se não planta, não destrói pois a Natureza é o Combustível da Vida.

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