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Blog de Alvaro Sertano (38)

Regresso

Regresso!



Resta porém

o lume da virtude,

dócil consolo

irreal atrevido.

posterior far-se-ia

luzir um encanto

prematuro, condutor…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 29 dezembro 2014 às 15:00 — Sem comentários

Sublimação

Sublimação!



Não deixa minhas mãos

presas às tuas,

não vacila teu olhar

no meu silencio.

Respira a luz que respiro

e reflete esta escolha

no alento absoluto,

da pureza que sublima.

Quando sopra o vento

na chama das candêias,

não adianta deter

as sombras fugídias.…





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Adicionado por Alvaro Sertano em 16 dezembro 2010 às 17:00 — Sem comentários

Recordando

Recordando!



Diante de mim, a neblina

vultos indivisíveis...

cálidos... gélidos...

Na mente recordações,

enquanto a chuva caía

senti os pés descalços e molhados

correndo na calçada.

Antevi o mar,

vi peixes errantes mergulharem

formando círculos incontáveis.

E a brisa salgada

acariciando meus cabelos... meu copo

... minha…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 16 dezembro 2010 às 17:00 — Sem comentários

Advindo sofrer

Advindo sofrer!



Inda me lembro,

de nós, juras infinitas

promessas de amor,

d'outras primaveras

hoje novas eras

não há luar,

néctar, ou colibrís.

E você se foi

ah! como dói!

Entretanto, o então

é desdita e quimeras.

E lá vou eu,

nem sei a estação.

Sem você. a sonhar

o real submundo;

Olhos a vagar!

Bocas murmuram

retumbante…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 16 dezembro 2010 às 16:30 — Sem comentários

Onde estou

Onde estou!



Não estou aqui,

Estou nas ondas, nas vagas...

Nesta dança eterna.

Ninha voz se perde,

formando garatujas

neste imesurável espaço azul.

Meus braços não se cansam

de alcançar estrelas...

nem se cansam de abraçar,

rochedos deformáveis.

Meus olhos são lumes indecisos

na tela pura e branca, como a neve

que cai eternamente, no inverno da…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 16 dezembro 2010 às 16:30 — Sem comentários

Velho Trem

Velho Trem!



Dá vontade de chorar

o apito deste trem.

No eco dos seus gritos

junto os meus,

já tão gritados de saudade,

lembrando a infância

que levava a passear

eu menina tão feliz.

Hoje,

toda vez que você passa

desperta passeios antigos

guardados só pra mim.

Nas estações, braços abertos

no abraço para algéum

que não vem mais.

E…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 16 dezembro 2010 às 16:30 — Sem comentários

Veleiro

Veleiro!



O meu veleiro de roupagem nova,

deslizando manso,

sobre as águas do mar.

Aonde vais meu barco!

Correndo livre...

levado pelos ventos...

Tão distante de mim.

Nos meus olhos turvos,

já não te vejo.

Aonde vais meu barco,

por este mar sem fim!



Na praia sozinho, passos incertezas.

Olhar ansioso, aguardo o teu voltar.

A…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 15:30 — Sem comentários

Oferenda

Oferenda!

Detenho-me
para pensar onde deixei
os caminhos de volta!
Nas ruas do passado?
No vôo das águias?
Ou nas vias navegáveis?
Não sei mais nada!
Somente sei ser um presente
para tua solidão.


Alvaro Sertano,
do livro"A Face do Amor"

Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 15:30 — Sem comentários

Tua chegada

Tua chegada!



Tirei do velho baú

o vestido mais bonito.

Calçei os sapatos

mais bonitos.

Enfentei os cabelos

com o brilho da estrela

mais reluzente

com um sorriso

disse a frase mais bonita

da maneira

como ainda não foi dita:

Eu Te Amo!





Alvaro Sertano,…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 15:30 — Sem comentários

Alienação

Alienação!



Deitada na lua, a lua do mar

e o mar da imensidão.

Sonho com todos os silêncios,

enfeito a solidão de paz.

Prefiro o não existir.

Perco o meu EU,

não sou individual.

Vou para o inconsciente

na busca do nada ser.

Sem fronteiras, ganho a amplidão

mais nada!

O que há de melhor

que o escapar sem…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 15:30 — Sem comentários

Viagem Sonho

Viagem Sonho!



Da janela dos meus olhos

vejo flocos brancos

enfeitando o céu,

onde circulam mundos e estrelas.

Passeio na cauda de um cometa imprevisível

como um fogo de artifício.

Tenho as mãos cheias de estrelas

que se escorregam entre os meus dedos.

Procuro o arco-iris...

Quero pintar anjos e arcanjos,

pinheiros e madressilvas.

Sentar no…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 15:30 — Sem comentários

Ao teu cansaço

Ao teu cansaço!



Com a luz maior,

iluminei o teu caminho,

para não tropeçares

nas crateras da vida.

Calei as tempestades

para só ouvir a tua voz.

As dimensões internas do teu corpo,

purifiquei com o oxigênio das matas.

Ao teu cansaço,

dei a liberdade dos ventos...

e a beleza do mar...

Mesmo assim desaparecestes,

fascinada por uma…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 15:00 — Sem comentários

Confissão

Confissão!



Corro sem saber distância,

acelerando os ventos.

Vou encontrar teus olhos

sem véus... sem teias...

sem limites de amar.

É bom fluir-me neles!

É a parte minha, que se perdeu um dia.

É uma fração da alma,

subdividida,

na sua primeira dor.

Vejo flores no vidro fosco,

com os olhos de chorar

a falta de você.…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 15:00 — Sem comentários

Velha cómoda

Velha cómoda!



Na velha cómoda desbotada,

preciosas relíquias

dormem em suas gavetas:

Toalhas rendadas

As mesas fartas...

Lençóis amarelecidos

que compartilhavam do prazer e da dor

Roupinhas de crianças,

que já não servem hoje...

As fronhas rendadas,

onde pensamentos eram embaralhados

para povoarem o mundo dos sonhos.

Diante destas…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

Decepção

Decepção!



Lá fora,

a chuva está caindo

tudo é tristeza, caos... solidão.

Acendo um cigarro

outro e outro mais,

tento dormir mas é inútil.

O barulho da chuva causa-me tédio

e continua a atuar sobre os meus nervos.

Tenho medo da madrugada,

pois será fria e impassível

como a decepção do momento. …



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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

Transfiguração

Transfiguração!



Nem sei da sua dor e solidão.

Hoje cheguei,

para lhe ouvir

e repartir o pão.



Seu olhar incerto

seu mundo deserto...

suas mãos sem gestos...

A dor me machucou!

Enfim,

quando vier a noite

e a estrela maior... brilhar!

Você será Luz

e transfiguração! …





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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

Mensagem ao Veleiro

Mensagem ao Veleiro!



Estou sozinho

à margem deste mar,

a tua espera!

Busco a calma das canoas sem norte...

sem rumo... sem pressa,

a procura de você!

As distâncias não assustam quem ama.

Pergunto aos ventos

onde estão os meus apêlos!

Perderam-se onde?

No som monotono dos buzios?

Ou no imesurável espaço azul!

Sou feliz nesta espera,…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

Mea culpa, Mea maxima culpa

Mea culpa, Mea maxima culpa



Que culpa tenho eu

da solidão dos montes,

onde a noite se debruça mansamente

para o aconchego da paz?



Ou se a linha do horizonte interfere...

Divide... separa...

Nos deixando vazios de nós mesmos?



Ou se não danço

sob o céu amarelo, das manhãs tocadas

pelo riso menino, de olhos cheios de paz?



Ou se…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

Devaneio

Devaneio!



Juntar as penas de andorinhas

soltas ao vento,

e deitar a cabeça para sonhar.

Sonhar com a mão amiga

e espalmada,

que me leva

até a procissão dos vagalumes

que com suas lanternas,

caminham sem direção.

Ouvir o concerto lírico dos sapos

no frio da noite misteriosa e envolvente.

Sentir o perfume das flores vadias

ocultas nas…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

Fénix

Fénix!



Não posso abraçar

este corpo volátil que me cerca.

Corro ao encontro dos vazios...

das quimeras deste amor incognoscível.

Perambulo nas madrugadas... nos silêncos,

ouvindo acordes perdidos... dissonantes.

Traíu-me a sensibilidade.

Há desconcerto em mim!

Queria abraçar-te muito,

até sentir fagulhas de um amor

ressurgido das cinzas,…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

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