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Quero! Logo, não quero mais. Com que roupa eu vou? Sorvete de baunilha ou de morango? Estou sempre enroscada entre o preto e a cor de abóbora. Enrolo ou aliso? Salto alto ou All Star? Te odeio! Em um, dois, três… o revés, te amo na mesma insensatez. Me solta, vai embora! Não, por favor, fica vai. Me abraça forte agora.

Mas afinal de contas, o que quer uma mulher?

Vou contar a vocês, homens, um segredo: estamos todas combinadas. Queremos confundir as previsões que fazem a nosso respeito. Todas elas. Essa certa inconstância diz sobre a infinita capacidade feminina de transitar entre desejos. Deflagra uma estranha e inigualável habilidade em transmutar. Vamos deixar claro uma coisa: a nossa inconstância é de borboleta. Borboletas, passarinhas. Somos assim, um tipo de espécie que voa. Carregamos nas asas sigilosas da intimidade as mais eloquentes inquietações. Nunca vi borboleta voar constante, nem tampouco se aquietar demais em certezas. A inconstância é serventia dos que flutuam livres sob as mais diversas aspirações. Borboletas e mulheres estão necessariamente engajadas em tramar o próximo pouso, a próxima alegria, o próximo voo.

Além das emoções que se penduram de cabeça para baixo numa roda gigante hormonal, há nas mulheres um universo de certezas sob as quais nenhum homem deve ousar atravessar. Perderá seu tempo ou sua namorada. Sua esposa, sua vida ou até sua mãe. Temos um radar sensível e sensato. Sobre as situações primordiais da vida estamos sempre certas. Isso não se discute, nem tente. É mais fácil arrancar-nos a cabeça, do que nossas convicções. Ao desejarmos algo, nos tornamos facilmente determinadas, valentes e engajadas. Quando a mulher quer alcançar o topo, nenhum rótulo a limita. Quando quer descobrir alguma coisa, descobre três. Quando quer ser amada… ai, ai, nem te conto do que somos capazes.

Mas sabe qual é a parte mais bonita dessa aparente inconstância? É a competência em se adaptar aos destemperos da vida. Da mesma maneira que desejamos muito alguma coisa, em igual medida nos adaptamos às nuances e desventuras que a vida nos prega. Para cada pedaço de voo há um bocado de desengano. Nesses saltos de pesar, a gente se transborda mesmo. Sofremos e sentimos todas as dores da queda causada por um voo mal calculado. Em outros, percebemos atravessar nossas asas a pedra que nos fora arremessada impiedosamente. Pois bem, nos enlutamos, sem a menor vergonha de sofrer e chorar. Lavamos a alma, pois sabemos que a lágrima faz a tristeza escorregar. Sentimos mais o baque da vida, e ao contrário do que pensam, isso nos ajuda a elaborar as inevitáveis perdas e permitir deixar ir os sonhos falidos.

No fim, sempre encontramos uma maneira de sacudir a poeira da saia. Mulher não se aquieta, segue o pulsar da vida adiante. A gente quer é ser lambida pelo vento, transitar entre quereres — mudar de opinião, de partido, de cor de cabelo, de trabalho, de amor. Ou não. Queremos mesmo é trocar de roupa dez vezes antes de sair. Ou vestir o primeiro tubinho preto pego no armário. Queremos tontear os rótulos, os ritos, queremos alguma insensatez que seja capaz de aborrecer as previsões, essas que insistem em fazer a nosso respeito. Talvez seja isso. Nem sei. Deixa para lá. Não revelarei, aqui nesse texto, todos os segredos. Esqueça.

Quem ousa decifrar a misteriosa linguagem metafórica, indireta, e as analogias por onde caminham os quereres femininos? Na verdade, ninguém precisa entender o que quer uma mulher. Basta senti-la. Respeitá-la. Ter amor por ela é inevitável. E é também o bastante.

Ruth Borges

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