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Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Inglês Espanhol

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Inglês Espanhol
Programa IV: Aspecto Filosófico

Ano 2 - N° 59 - 8 de Junho de 2008

THIAGO BERNARDES
thiago_imortal@yahoo.com.br
Curitiba, Paraná (Brasil)

Materialismo e panteísmo

Apresentamos nesta edição o tema no 59 do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, que está sendo aqui apresentado semanalmente, de acordo com programa elaborado pela Federação Espírita Brasileira, estruturado em seis módulos e 147 temas.

Se o leitor utilizar este programa para estudo em grupo, sugerimos que as questões propostas sejam debatidas livremente antes da leitura do texto que a elas se segue.

Se destinado somente a uso por parte do leitor, pedimos que o interessado tente inicialmente responder às questões e só depois leia o texto referido. As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto abaixo.

Questões para debate

1. Em que consiste o materialismo?

2. Quais foram as principais teses defendidas, ao longo dos tempos, pelo materialismo?

3. Que escolas desde cedo se opuseram às doutrinas materialistas?

4. Em que se resume o panteísmo?

5. Que diz o Espiritismo a respeito de materialismo e panteísmo?

Texto para leitura
O materialismo nasceu com Tales na Grécia antiga

1. Materialismo é a doutrina filosófica segundo a qual não existe essencialmente no Universo coisa alguma além da matéria, quer como causa, quer como efeito. Implica um sistema de mundos em que o fundamento único é a matéria, incriada e eterna, isto é, existente por si mesma, necessária e suficiente, sem interferência alguma de Deus. Essa concepção é muito antiga e vem desde os primeiros filósofos gregos.

2. Eis, a seguir, um esboço das ideias materialistas ao longo da história humana.

3. O materialismo, como doutrina, ensino ou escola, nasceu com Tales de Mileto, na Grécia antiga, por volta do século VI a.C. O materialismo dos filósofos jónicos arrola algumas teses que se tornariam características das doutrinas materialistas posteriores:

I - A filosofia deve explicar os fenómenos não por meio de mitos religiosos, mas pela observação da própria realidade.

II - A matéria, incriada e indestrutível, é a substância de que todas as coisas se compõem e à qual todas se reduzem.

III - A geração e a corrupção das coisas obedecem a uma necessidade não sobrenatural, mas natural, não ao destino, mas às leis físicas.

IV - A matéria não é estática, mas se acha em constante movimento, em permanente metamorfose.

V - A experiência sensível é a origem do conhecimento.

VI - A alma faz parte da natureza e obedece às mesmas leis que regem o seu movimento.

4. Para Tales de Mileto, a substância primordial era a água; para Anaximandro, a matéria indeterminada. Os fenómenos da natureza consistiriam em transformações do mesmo princípio material, independentemente de qualquer interferência divina.

5. Anaxágoras entendia que a natureza se constituía de homeomerias, unidades que contêm os elementos de todas as coisas em proporções infinitesimais. Demócrito sustentava que o princípio de todas as coisas eram os átomos. Tudo o que existe seria material, e a matéria que constitui os átomos é qualitativamente idêntica, determinando os diferentes fenómenos da natureza em função da diversidade quantitativa dos átomos. A alma humana, feita também de átomos, estaria sujeita à decomposição e à morte. A natureza – dizia Demócrito – se explica por si mesma, e os acontecimentos que hoje se produzem não têm causa primeira, pois preexistem de toda a eternidade no tempo infinito, contendo, sem exceção, tudo o que foi, é e será.
A escola platónica se opôs desde cedo ao materialismo

6. Essas foram, em tese, as ideias materialistas reinantes até o século XIII, havendo em contraposição as escolas espiritualistas – sobretudo a platónica e a neoplatónica – e aquelas que tentavam conciliar o materialismo com a teologia, como a escola aristotélica.

7. No longo período que constituiu a Idade Média, o materialismo foi sofrendo algumas alterações, sempre, porém, rejeitando a ideia de um Criador supremo. Para Francis Bacon (1561-1626), as ciências físicas e naturais constituíam “a verdadeira ciência”.

8. Hobbes (1588-1679) concebeu por essa mesma ocasião um sistema materialista perfeitamente coerente. Imaginando o mundo à maneira de Descartes, a geometria como paradigma do pensamento lógico e a mecânica de Galileu como ideal da ciência da natureza, ele considerou o mundo um conjunto de corpos materiais, definidos geometricamente, por sua forma e extensão. O homem seria um corpo, como os demais; a alma não existiria e os organismos não passariam de engrenagens do mecanismo universal.

9. John Locke (1632-1704) negava as ideias inatas e afirmava que todas as ideias humanas têm origem na experiência. No século XVIII, Julien Offroy de la Mettrie (1709-1751) afirmou que o prazer e o amor-próprio são os únicos critérios da vida moral e os fenómenos psíquicos resultam de alterações orgânicas no cérebro e no sistema nervoso. Na mesma época, Cloude Adrien Helvétius (1715-1771), que é considerado o precursor ideológico da Revolução Francesa, defendeu a tese de que todas as idéias são sensações provocadas pelos objetos materiais e a personalidade é produto do meio e da educação.

10. Encerrando o século XVIII, Paul Henri Dietrich (1723-1789) insistiria na negação das ideias inatas, da existência da alma e de Deus, além de considerar o Cristianismo contrário à razão e à natureza. Para Dietrich, o comportamento religioso não passava de despotismo político.
Não é só o materialismo que nega a existência de Deus

11. Com Karl Marx (1818-1883) e Engels (1820-1895) surge, no século XIX, o chamado materialismo histórico e dialético. Segundo o marxismo, as organizações políticas e jurídicas, os costumes e a religião são estritamente determinados pelas condições económicas, pelo estado da indústria e do comércio, da produção e das vendas.

12. Como se vê, os materialistas só crêem na matéria. Contudo, não podem deixar de ver a ordem existente no Universo, uma ordem inteligente que reconhecem, mas que, para eles, não necessita de uma causa inteligente que a preceda, conceba e presida.

13. Mas não é só o materialismo que nega Deus e a existência dos Espíritos. O panteísmo também os nega. Para os que professam essa doutrina - entre os quais avulta a mentalidade vigorosa de Spinoza -, Deus, embora sendo o Ser Supremo, não é um Ser distinto, pois o consideram resultante da reunião de todas as forças, todas as inteligências do Universo. Ora, observa Kardec, essa doutrina é tão inconsistente que, se verdadeira, derrogaria os atributos de Deus mais importantes.

14. Com efeito, com o panteísmo, Deus seria em ponto grande o que somos em ponto pequeno. Como a matéria se transforma sem cessar, nenhuma estabilidade Ele teria. Achar-se-ia sujeito a todas as vicissitudes e mesmo a todas as necessidades humanas. E lhe faltaria um dos atributos essenciais da Divindade, que é a imutabilidade.

15. A inteligência de Deus se revela em suas obras como a de um pintor no seu quadro, mas as obras de Deus não são o próprio Deus, assim como o quadro não é o pintor que o concebeu.

16. Materialismo e panteísmo se confundem, pois, na mesma negação de Deus como um Ser distinto, que é, no ensino dos Espíritos Superiores, a Inteligência Suprema do Universo e a Causa primária de todas as coisas.

Respostas às questões propostas

1. Em que consiste o materialismo? R.: Materialismo é a doutrina filosófica segundo a qual não existe essencialmente no Universo coisa alguma além da matéria, quer como causa, quer como efeito. Seu fundamento único é a matéria, incriada e eterna, isto é, existente por si mesma, necessária e suficiente, sem interferência alguma de Deus.

2. Quais foram as principais teses defendidas, ao longo dos tempos, pelo materialismo? R.: Desde Tales de Mileto, na Grécia antiga, por volta do século VI a.C., quando nasceu, o materialismo defende teses que ainda hoje têm defensores. Eis algumas delas:

A matéria, incriada e indestrutível, é a substância de que todas as coisas se compõem e à qual todas se reduzem.

A geração e a corrupção das coisas obedecem a uma necessidade não sobrenatural, mas natural.

A matéria não é estática, mas se acha em constante movimento, em permanente metamorfose.

A alma faz parte da natureza e obedece às mesmas leis que regem o seu movimento.

3. Que escolas desde cedo se opuseram às doutrinas materialistas? R.: As escolas espiritualistas – sobretudo a platónica e a neoplatónica – e aquelas que tentavam conciliar o materialismo com a teologia, como a escola aristotélica.

4. Em que se resume o panteísmo? R.: Para os que professam o panteísmo, Deus não é um Ser distinto, mas o resultante da reunião de todas as forças, todas as inteligências do Universo. De acordo com o panteísmo, Deus seria em ponto grande o que somos em ponto pequeno. Como a matéria se transforma sem cessar, nenhuma estabilidade Ele teria e se acharia, pois, sujeito a todas as vicissitudes e mesmo a todas as necessidades humanas.

5. Que diz o Espiritismo a respeito de materialismo e panteísmo? R.: O Espiritismo combate tanto um como o outro, porque ambos se confundem na mesma negação de Deus como um Ser distinto, como a inteligência suprema do Universo e a causa primária de todas as coisas.

Bibliografia:

O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, item 16.

Enciclopédia Mirador Internacional. Verbete: Materialismo, itens 3 a 15.

Deus na Natureza, de Camille Flammarion, 4a. edição, FEB, pp. 402 a 407.
Vocabulário de Filosofia, de Régis Jolivet, tradução de Geraldo Dantas Barreto, Agir, pp. 139 a 165.

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