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Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Programa II: Princípios Básicos da Doutrina Espírita
Ano 1 - N° 18 - 15 de Agosto de 2007
THIAGO BERNARDES
thiago_imortal@yahoo.com.br
Curitiba, Paraná (Brasil)

Comunicabilidade dos Espíritos

Apresentamos nesta edição o tema no 18 do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, que está sendo aqui apresentado semanalmente, de acordo com programa elaborado pela Federação Espírita Brasileira, estruturado em seis módulos e 147 temas.

Se o leitor utilizar este programa para estudo em grupo, sugerimos que as questões propostas sejam debatidas livremente antes da leitura do texto que a elas se segue. Se destinado somente a uso por parte do leitor, pedimos que o interessado tente inicialmente responder às questões e só depois leia o texto referido. As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final da lição.

Questões para debate

1. A possibilidade de comunicar-se com os chamados mortos é fato recente na história da Humanidade?

2. Por que Moisés proibiu o intercâmbio entre os homens e os Espíritos?

3. Para ser médium é preciso ter um comportamento moral elevado?

4. Qual é, segundo o Espiritismo, o objetivo da mediunidade?

5. Como entender, à vista dos ensinamentos espíritas, a interdição das relações entre os homens e os mortos?

Texto para leitura

O fenômeno mediúnico e a lei mosaica

1. A comunicabilidade dos Espíritos com os encarnados é um fato antiqüíssimo, com a única diferença de que no passado ela era conhecida somente pelos chamados iniciados e na atualidade, com o Espiritismo, tornou-se um fenômeno generalizado.

2. A possibilidade de os Espíritos se comunicarem é um fato já muito bem estudado e comprovado, mas correntes religiosas diferentes da Doutrina Espírita criticam-na, baseando-se na proibição mosaica de evocação dos mortos.

3. Para melhor compreensão das palavras de Moisés, vejamos o texto:

“Não vos desvieis para procurar mágicos; não consulteis os adivinhos, e receais que vos contamineis, dirigindo-vos a eles. Eu sou o senhor vosso Deus.” (Levítico, cap. XIX, v.31.)

“O homem ou mulher que tiver Espírito de adivinho, morra de morte. Serão apedrejados, e o seu sangue recairá sobre eles.” (Levítico, cap. XX, v.27.)

“E entre vós ninguém haja que pretenda purificar filho ou filha passando-os pelo fogo; que use malefícios, sortilégios e encantamentos; que consulte os que têm o Espírito de adivinhar, interrogando os mortos para saber a verdade. O senhor abomina todas essas coisas e exterminará todos esses povos, à vossa entrada, por causa dos crimes que têm cometido.” (Deuteronômio, cap. XVIII, vv. 9, 10, 11 e 12.)

Objetivo da proibição mosaica

4. Se a lei de Moisés deve ser rigorosamente observada neste ponto, então por que não observá-la, também, nos outros pontos? A resposta é conhecida. Sabe-se que a lei mosaica não é aplicada hoje porque não está mais de acordo com a nossa época e com os nossos costumes. Ora, o mesmo ocorre relativamente à proibição da evocação dos mortos e do trato com os Espíritos.

5. O legislador hebreu queria que o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos, inclusive o comércio grosseiro, associado às práticas da magia e do sortilégio e acompanhado até mesmo de sacrifícios humanos.

6. A proibição de Moisés foi, assim, justíssima, porquanto as relações que então se estabeleciam com os Espíritos não se baseavam nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, habilmente exploradas pelo charlatanismo.

A mediunidade segundo o Espiritismo
7. O Espiritismo veio mostrar o fim exclusivamente moral, consolador e religioso das relações com a espiritualidade. Os espíritas não fazem sacrifícios humanos, não interrogam astros, adivinhos e magos para se informar de qualquer coisa, não usam objetos, medalhas, talismãs, fórmulas sacramentais ou lugares lúgubres e horários específicos para atrair ou afastar Espíritos.

8. O espírita sabe que o conhecimento do futuro é vedado ao homem, e só em casos raríssimos e excepcionais é que Deus faculta a sua revelação. Se o homem conhecesse o futuro, por certo negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade.

9. A mediunidade não é uma faculdade inerente apenas ao homem de bem e, por isso, todos podem possuí-la. Mas, a moralização do médium libera-o da influência de Espíritos inferiores e perversos, que se sentem, então, impossibilitados de exercer domínio sobre os sensitivos, por lhes faltarem condições para a necessária sintonia. A prática mediúnica constitui, portanto, um fator de progresso humano pelos benefícios que acarreta.

A Igreja e as manifestações dos mortos

10. Repelir as comunicações é, pois, repudiar o meio mais poderoso de instrução, já pela iniciação nos conhecimentos da vida futura, já pelos exemplos que as comunicações nos fornecem.

11. A experiência nos ensina, além disso, que é grande o bem que podemos fazer desviando do mal os Espíritos imperfeitos e ajudando os que sofrem a desprender-se da matéria e a se aperfeiçoarem.

12. Interditar as comunicações equivale, portanto, a privar as almas sofredoras da assistência que lhes podemos e devemos dispensar, razão por que, atualmente, até a Igreja, pela voz de vários de seus pastores – entre eles frei Boaventura Kloppenburg, padre François Brune e padre Gino Concetti –, admite que a comunicação com os Espíritos pode ser salutar, especialmente pelo conforto moral que traz aos que se encontram desesperados com a perda de um ente querido.
Respostas às questões propostas

1. A possibilidade de comunicar-se com os chamados mortos é fato recente na história da Humanidade? R.: Não. A comunicabilidade dos Espíritos com os encarnados é um fato antiqüíssimo, com a única diferença de que no passado ela era conhecida somente pelos chamados iniciados e na atualidade, com o Espiritismo, tornou-se um fenômeno generalizado.

2. Por que Moisés proibiu o intercâmbio entre os homens e os Espíritos? R.: Moisés queria que seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam os abusos, inclusive o comércio grosseiro, associado às práticas da magia e do sortilégio e até mesmo de sacrifícios humanos. A proibição de Moisés foi, assim, justíssima, porquanto as relações que então se estabeleciam com os Espíritos não se baseavam nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, habilmente exploradas pelo charlatanismo.

3. Para ser médium é preciso ter um comportamento moral elevado? R.: Não. A mediunidade não é uma faculdade inerente apenas ao homem de bem e, por isso, todos podem possuí-la. Ressalve-se, no entanto, que a moralização do médium libera-o da influência de Espíritos inferiores e perversos, que se sentem, então, impossibilitados de exercer domínio sobre os sensitivos por lhes faltarem condições para a necessária sintonia.

4. Qual é, segundo o Espiritismo, o objetivo da mediunidade? R.: O Espiritismo mostra-nos o fim exclusivamente moral, consolador e religioso das relações com a espiritualidade. Nas práticas do Espiritismo, conforme os ensinamentos de Kardec e seus seguidores, não se fazem sacrifícios humanos, não se interrogam astros, adivinhos e magos para se informar de qualquer coisa, não se usam objetos, medalhas, talismãs, fórmulas sacramentais, nem se escolhem lugares lúgubres e horários específicos para atrair ou afastar Espíritos.

5. Como entender, à vista dos ensinamentos espíritas, a interdição das relações entre os homens e os mortos? R.: Em face da finalidade superior da mediunidade, repelir as comunicações é repudiar um meio poderoso de instrução, já pela iniciação nos conhecimentos da vida futura, já pelos exemplos que as comunicações nos fornecem. Interditar as comunicações equivale a privar as almas sofredoras da assistência que lhes podemos e devemos dispensar, razão por que, atualmente, até a Igreja, pela voz de vários de seus pastores, entre eles frei Boaventura Kloppenburg, padre François Brune e padre Gino Concetti, admite que a comunicação com os Espíritos pode ser salutar, especialmente pelo conforto moral que traz aos que se encontram desesperados com a perda de um ente querido.

Bibliografia:

O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, cap. I da segunda parte.
O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, itens 3, 4, 10 e 15.
Estudos Espíritas, de Joanna de Ângelis. Mediunidade, p. 138.
Deuteronômio, 18:10-12.
Levítico, 19:31 e 20:27.

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