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Maria Padilha
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Página de Maria Padilha


Elisa Lucinda
________________________________________

Da chegada do amor


Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.

Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.

Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.

Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.

Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.

Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.

Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.

Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.

Poesia extraída do livro "Euteamo e suas estréias", Editora Record - Rio de Janeiro, 1999,

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Às 1:08 em 21 setembro 2019, Adul Rodri enviou...

3582649292?profile=RESIZE_710x

Às 0:00 em 14 agosto 2019, Adul Rodri (Adm) enviou...
Cards Global
Às 15:29 em 13 agosto 2019, Conceição Valadares enviou...

Ofereço-lhe este presente

Muitas felicidades. Toda sorte do mundo. Que o amor nunca esteja longe. Que as provações sejam fáceis. E que os prazeres sejam longos.
E assim a vida passe
Mas fique sempre algo
Que não tem preço
E assim nada tenha
nem fim, nem começo.
Feliz aniversario!


Às 13:01 em 8 setembro 2018, Adul Rodri (Adm) enviou...


Às 5:45 em 25 dezembro 2017, Adul Rodri (Adm) enviou...

Às 8:26 em 4 novembro 2017, Adul Rodri (Adm) enviou...


Às 5:45 em 17 agosto 2017, Adul Rodri (Adm) enviou...
Cards Adul

Às 0:22 em 14 junho 2017, Adul Rodri (Adm) enviou...



Às 23:42 em 13 março 2017, Adul Rodri (Adm) enviou...

Feliz Semana, com muita saúde e amor pelo seu próximo.

Às 11:56 em 25 dezembro 2016, Adul Rodri (Adm) enviou...

Feliz Natal e Prospero Ano Novo

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

Autor: Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'


Adul Rodri
 
 
 

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