Global Social

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Seja bem vindo(a).O Global Social faz dia 10 de Julho o seu 10º Aniversario. Obrigado pela Visita. Volte Sempre.

outubro 2010 Entradas no Blog (43)

Veleiro

Veleiro!



O meu veleiro de roupagem nova,

deslizando manso,

sobre as águas do mar.

Aonde vais meu barco!

Correndo livre...

levado pelos ventos...

Tão distante de mim.

Nos meus olhos turvos,

já não te vejo.

Aonde vais meu barco,

por este mar sem fim!



Na praia sozinho, passos incertezas.

Olhar ansioso, aguardo o teu voltar.

A…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 15:30 — Sem comentários

Oferenda

Oferenda!

Detenho-me
para pensar onde deixei
os caminhos de volta!
Nas ruas do passado?
No vôo das águias?
Ou nas vias navegáveis?
Não sei mais nada!
Somente sei ser um presente
para tua solidão.


Alvaro Sertano,
do livro"A Face do Amor"

Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 15:30 — Sem comentários

Tua chegada

Tua chegada!



Tirei do velho baú

o vestido mais bonito.

Calçei os sapatos

mais bonitos.

Enfentei os cabelos

com o brilho da estrela

mais reluzente

com um sorriso

disse a frase mais bonita

da maneira

como ainda não foi dita:

Eu Te Amo!





Alvaro Sertano,…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 15:30 — Sem comentários

Alienação

Alienação!



Deitada na lua, a lua do mar

e o mar da imensidão.

Sonho com todos os silêncios,

enfeito a solidão de paz.

Prefiro o não existir.

Perco o meu EU,

não sou individual.

Vou para o inconsciente

na busca do nada ser.

Sem fronteiras, ganho a amplidão

mais nada!

O que há de melhor

que o escapar sem…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 15:30 — Sem comentários

Viagem Sonho

Viagem Sonho!



Da janela dos meus olhos

vejo flocos brancos

enfeitando o céu,

onde circulam mundos e estrelas.

Passeio na cauda de um cometa imprevisível

como um fogo de artifício.

Tenho as mãos cheias de estrelas

que se escorregam entre os meus dedos.

Procuro o arco-iris...

Quero pintar anjos e arcanjos,

pinheiros e madressilvas.

Sentar no…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 15:30 — Sem comentários

Ao teu cansaço

Ao teu cansaço!



Com a luz maior,

iluminei o teu caminho,

para não tropeçares

nas crateras da vida.

Calei as tempestades

para só ouvir a tua voz.

As dimensões internas do teu corpo,

purifiquei com o oxigênio das matas.

Ao teu cansaço,

dei a liberdade dos ventos...

e a beleza do mar...

Mesmo assim desaparecestes,

fascinada por uma…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 15:00 — Sem comentários

Confissão

Confissão!



Corro sem saber distância,

acelerando os ventos.

Vou encontrar teus olhos

sem véus... sem teias...

sem limites de amar.

É bom fluir-me neles!

É a parte minha, que se perdeu um dia.

É uma fração da alma,

subdividida,

na sua primeira dor.

Vejo flores no vidro fosco,

com os olhos de chorar

a falta de você.…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 15:00 — Sem comentários

Velha cómoda

Velha cómoda!



Na velha cómoda desbotada,

preciosas relíquias

dormem em suas gavetas:

Toalhas rendadas

As mesas fartas...

Lençóis amarelecidos

que compartilhavam do prazer e da dor

Roupinhas de crianças,

que já não servem hoje...

As fronhas rendadas,

onde pensamentos eram embaralhados

para povoarem o mundo dos sonhos.

Diante destas…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

Decepção

Decepção!



Lá fora,

a chuva está caindo

tudo é tristeza, caos... solidão.

Acendo um cigarro

outro e outro mais,

tento dormir mas é inútil.

O barulho da chuva causa-me tédio

e continua a atuar sobre os meus nervos.

Tenho medo da madrugada,

pois será fria e impassível

como a decepção do momento. …



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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

Transfiguração

Transfiguração!



Nem sei da sua dor e solidão.

Hoje cheguei,

para lhe ouvir

e repartir o pão.



Seu olhar incerto

seu mundo deserto...

suas mãos sem gestos...

A dor me machucou!

Enfim,

quando vier a noite

e a estrela maior... brilhar!

Você será Luz

e transfiguração! …





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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

Mensagem ao Veleiro

Mensagem ao Veleiro!



Estou sozinho

à margem deste mar,

a tua espera!

Busco a calma das canoas sem norte...

sem rumo... sem pressa,

a procura de você!

As distâncias não assustam quem ama.

Pergunto aos ventos

onde estão os meus apêlos!

Perderam-se onde?

No som monotono dos buzios?

Ou no imesurável espaço azul!

Sou feliz nesta espera,…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

Mea culpa, Mea maxima culpa

Mea culpa, Mea maxima culpa



Que culpa tenho eu

da solidão dos montes,

onde a noite se debruça mansamente

para o aconchego da paz?



Ou se a linha do horizonte interfere...

Divide... separa...

Nos deixando vazios de nós mesmos?



Ou se não danço

sob o céu amarelo, das manhãs tocadas

pelo riso menino, de olhos cheios de paz?



Ou se…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

Devaneio

Devaneio!



Juntar as penas de andorinhas

soltas ao vento,

e deitar a cabeça para sonhar.

Sonhar com a mão amiga

e espalmada,

que me leva

até a procissão dos vagalumes

que com suas lanternas,

caminham sem direção.

Ouvir o concerto lírico dos sapos

no frio da noite misteriosa e envolvente.

Sentir o perfume das flores vadias

ocultas nas…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

Fénix

Fénix!



Não posso abraçar

este corpo volátil que me cerca.

Corro ao encontro dos vazios...

das quimeras deste amor incognoscível.

Perambulo nas madrugadas... nos silêncos,

ouvindo acordes perdidos... dissonantes.

Traíu-me a sensibilidade.

Há desconcerto em mim!

Queria abraçar-te muito,

até sentir fagulhas de um amor

ressurgido das cinzas,…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

O Anjo

O Anjo!



Vi um anjo sentado na pedra,

de asas enormes e pés muito brancos...

Numa veste bonita de fitas azuis...

De mangas e pala bordadas.

Não era igual aos que vi

nas igrejas e capelas...

Sobre ele descia em facho de luz

deixando que eu visse

a beleza dos anjos.

Naquele momento, chegeui a pensar

que outra Virgem seria escolhida.

Mas seus…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 31 outubro 2010 às 2:00 — Sem comentários

Amada

Amada!



Amada!

Ilumina inteira

a minha alma

para eu, musicar o teu sorriso...

Celebrar a nobreza

dos teus gestos...

Medrar teus ouvidos

com o vozerio

das cachoeiras uníssonas,

que serpenteiam caminhos.





Alvaro Sertano,

do livro "A Face do…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 30 outubro 2010 às 1:30 — Sem comentários

Em ti

Em ti!



Descanso em ti

num súbito passado

alheio às lembranças

fluentes do porvir,

preposto ao pecado

indutor às certezas

redentoras do convir.



Excede o pensamento

refugiado no seblante

corrosivo no lamento

aparatado a virtude

coesa do quebranto,

refutado no sorrir,

profundo e inocente

à verdade alusiva.…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 30 outubro 2010 às 1:30 — Sem comentários

Batalhas desiguais

Batalhas desiguais



Sou como as flores

sem escolha de tempo.

Sou acordes dos vendavais

na calada da noite finita.

Quero correr nas montanhas

além da minha vida,

mas estou fadado às lutas

nas batalhas desiguais.

Olhos perdidos de desejos

que desaparecem,

ante o vazio da solitude e

do silêncio,

prontos a mergulharem

no azul cobalto…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 30 outubro 2010 às 1:00 — Sem comentários

Canção da ausência

Canção da ausência!



Prá que manhã

se os olhos

semi-cerrados de ausência

não conseguem ver

Tuas lembranças

deixadas ao acaso...



Prá que tarde

se o corpo

cheio de saudade

se torna indferente

como as estátuas

e entorpecido como o ópio...



Prá que noite,

de solidão após o instante

se não sinto

tuas mãos…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 30 outubro 2010 às 1:00 — Sem comentários

Eu, mulher

Eu, mulher!



Vou a procura de mim mesma

navego nas marés altas...

merguho nas alma das áuas

deste mar tranquilo e

tropeço em barcos naufragados.

Levanto das ondas

a saia de rendas brilhantes,

a me procurar.

Neste marulhar, não me ausento

e me perco ainda mais.

Estarei presa

de correntes marítimas,

longe de mim?

Ou na liberdade…

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Adicionado por Alvaro Sertano em 30 outubro 2010 às 1:00 — Sem comentários

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